4 anos, 4 razões para ler a FAUSTO

O tempo vai passando e olhar para trás tem sido mais inspirador do que olhar para a frente.

Quietinha, na sagrada reclusão de meu espírito, sigo dando o meu melhor no que entendo como “impecável”. Porque, sim, meu desejo maior do mundo é que vejam a FAUSTO dessa forma: uma experiência de sentido.

Desejo que meus leitores entrem em um tempo diferente, em uma atmosfera diferente, em um espaço estético impecável.

Sei que é isso que me faz, todos os dias, chegar um pouquinho mais perto de meu ideal romântico: ser e estar no mundo de maneira autêntica.

fausto
Eliana de Castro, autora da FAUSTO.

Há exatos 4 anos, Leandro Narloch inaugurou a FAUSTO. Ainda sem muito jeito, tímida, mas certa de uma linha editorial original, mostrei minha face ao mundo.

Hoje, 128 entrevistas depois, não há nada semelhante no Brasil, mas há alguns trabalhos que nos enchem de orgulho, por termos inspirado o que quer que seja. Recentemente, por exemplo, recebemos com tanta, mas tanta alegria um e-mail dos meninos do Deus Ateu. Que sigam sensíveis para as contradições do mundo.

É claro que ninguém passa ileso de uma experiência como a escrita, ainda mais movida por sentimentos sombrios. Minha perda da vontade para o sentido – que tanto se referiu Frankl – superei tornando minha escrita fonte da esperança para os que, como eu, têm tanta dificuldade de crer no amanhã.

Sei que a cada publicação refina mais minha percepção do ao redor. E cada vez mais reclusa, dou minha alma para colocar em palavras esse indizível.

Ressignifiquei minha vida para a literatura. Tornei-me escritora de corpo e alma e horas. Listei minhas prioridades para os temas que me levam para mais perto de algo superior: a contemplação, o sublime, a beleza, a arte, o sagrado, o milagre, o lúdico e as dádivas.

Sei o que significa tudo em mim e ao meu redor. No túnel que não havia luz me tornei referência de honestidade, responsabilidade que tomo com orgulho.

O título desta conversa, todavia, são os 4 motivos para ler a FAUSTO, que digo agora.

O 1 é a poesia triste. Sem medo, sei que é o nosso forte. Se precisa mentir em qualquer lugar que ocupe, lendo a FAUSTO não precisa.

O 2 é a originalidade. Aposto o que for que não encontrará perguntas e abordagens semelhantes em qualquer veículo.

O 3 é o lúdico. E isso quem me apontou foi um leitor, nalgum tempo, o que me fez tão feliz que sou incapaz de descrever. Porque é isso mesmo. Na FAUSTO, levar-se pouco a sério é importante para descobrir as belezas do ser.

Por fim, o 4 é a estética. Nos minutos que dedicar a nossas páginas, viverá algo mágico. Porque a beleza é capaz de suprimir e expandir o tempo de uma vez só e saímos renovados.

Meu desejo sincero é que a FAUSTO o torne capaz de mais generosidade, mais respeito, mais amizade, mais acolhimento, mais desprendimento e, sem dúvida, mais diálogo.

Ah! Estou grávida das letras. Com fé, no 5º aniversário já terei dado à luz o meu primeiro filho para os de alma sensível.

 

Dedico toda a felicidade deste dia para Rodolfo Lutfi, sem o qual nada disso existiria mais. Quem amo tão divertida e profundamente, por todos os dias, por todas as pequenas comemorações, por toda a nossa rotina que, milagrosamente, faz tudo isso acontecer. Ao meu lado também, sempre, não importa o que aconteça: Madely Ferrari, Carla Zatorre, Sidney Santos, Mariana Beluco e Leonardo Gonçalves.

Eliana de Castro Escrito por:

Idealizadora da FAUSTO, é ensaísta, mestre em Ciência da Religião pela PUC-SP. Contato: eliana.faustomag@gmail.com

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