A convicção de Tennessee Williams

Tennessee Williams sabia desde a adolescência que queria ser escritor. Começou a escrever aos 14 anos e publicou a primeira ficção aos 16.

A vingança de Nitocris saiu na revista Weird Tales, edição de agosto de 1928. Não foi um sucesso. É um texto considerado por especialistas como “clichê, tenso e terrível”.

Na verdade, é um texto de um garoto de 16 anos.

Só que isso de ser convicto é de uma beleza!

Williams chegou a dizer ao New York Times que, quando escreveu esse conto, “já era um escritor convicto” e que exatamente esse texto pueril “definiu a tônica para a maior parte do trabalho que se seguiu”.

Quem escreve, a cada texto tem algo dentro de si alterado, mas também inviolavelmente guardado. Na persistência do apuro da técnica, ou do desenvolvimento do estilo, o medo de se expor é como a timidez de todo momento verdadeiramente espontâneo, que nos faz perguntar a nós mesmos, ou a alguém em quem confiamos, se parecemos bobos.

Segue assim, até que alguém sinceramente se reconhece em nós. Em nosso texto.

Tennessee Williams ganhou o prêmio Pulitzer duas vezes: em 1948 e em 1955.

Morreu em 1983, aos 71 anos. Seu corpo foi encontrado no Hotel Elysée, em Nova York. A autópsia constatou algo inusitado: a morte foi por ter engasgado com uma tampa de frasco de colírio. Além disso, foram encontrados vestígios de barbitúricos e álcool.

Deixou no testamento o desejo de ser enterrado no mar. Não só isso: “no mar o mais próximo possível do poeta americano Hart Crane”.

O seu desejo não foi acatado. Foi sepultado ao lado da mãe, no cemitério de Calvary Cemetery, em St. Louis, Missouri, Estados Unidos.

Entre as peças mais importantes de Tennessee Williams: A rosa tatuada, Doce pássaro da juventude e A noite da iguana.

 

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Eliana de Castro Escrito por:

Idealizadora da FAUSTO, é ensaísta, mestre em Ciência da Religião pela PUC-SP. Contato: eliana.faustomag@gmail.com

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